14/09/2014

Da comparação entre o nazismo e o fascismo religioso e da falta de resposta muçulmana ao radicalismo do EI.






       Para quem estudou historia a sério e nao revisionistas e outros inventores que teimam em baralhar os factos, sabe que o regime nazi foi a linha máxima do fascismo levado a um extremo de violência e intolerância perante o próximo. Nem antes nem depois houve um regime regido pela morte e pelo ódio duma forma tao ironicamente organizada como se a morte fosse o produto final de uma linha de montagem. No entanto e apesar da crueldade metódica estadual, o nazismo ainda possibilitava uma muito ténue esperança de salvação na escravatura. Nao uma possibilidade premeditada, é certo, porque muitos morriam sob horas extenuantes de trabalho forçado mas mesmo assim a única hipótese de escapar às câmaras de gás ou aos pelotões de fuzilamento. Por ser um regime apologista da violência, nao se podia esperar o humanismo na sua doutrina e por isso aqueles que escapavam à morte imediata e podiam assim acreditar num milagre, de certeza que se regozijavam por isso. Entretanto, o Estado nazi acabou derrotado por uma coligação de aliados que apesar de ideologias diferentes em alguns casos uniram-se para enfrentarem o inimigo comum. 
     O tempo passou e felizmente nunca mais voltou a existir um regime político com um tao alto grau de violência, apesar de a violência fazer parte de vários regimes desde essa altura até à actualidade. Mas o fascismo nao é so uma forma de poder político mas também uma doutrina. E é essa doutrina que encontramos agora no denominado "Estado Islâmico", com a diferença de neste caso ser de influência religiosa. Se antes era a suposta superioridade da raça ariana, o fundamento do regime nazi, agora é a superioridade ilusória do islamismo que justifica a violência do grupo que quer fundar um califado. Em ambos os casos, a nao aceitação da diferença, a guerra como meio único de fazer passar a palavra e um completo desprezo pela vida humana. A diferença é que com o EI (Estado Islâmico) chegou-se ao ponto mais alto do terror. Se nao te convertes, entao tens de morrer! Agora já  nao ha salvação possível. Nem sequer a hipótese da escravatura. O EI nao aceita o mais pequeno desvio da sua lei, tal como o nazismo, e por causa disso já muita gente pagou com a vida, o direito à mudança. Ele so existe como espaço físico de origem das atrocidades cometidas pelos seus membros e como forma de espalhar o terror, naquilo que os extremistas chamam de guerra santa. Ao totalitarismo político, segue agora o totalitarismo religioso e ambos seguem uma cegueira ideológica onde nao ha possibilidade de compromisso com o mundo exterior. O fim, justifica os meios, mesmo os mais terríveis. E por isso, também a ameaça de ambos, justifica a urgência em acabar com eles. Se a Europa e os seus aliados conseguiram-no em relação aos nazis, agora, o mesmo devia ser feito pelos países árabes e os seus aliados. De facto, nao deviam ser os EUA e seus aliados a tomar a iniciativa mas sim os países da região. Pelo menos, aqueles que tivesse mais possibilidade de o fazer, já que sao eles os mais ameaçados pelo perigo radical. E por isso nao se compreende certas atitudes e uma passividade muçulmana a propósito dos maiores inimigos desta religião. Atitudes como a de um ministro libanês que quer que uns jovens sejam julgados pela justiça por terem queimado a bandeira do EI, o que para ele constitui um sacrilégio por nela estar contida a profissão de fé do Islão. Ora, vamos ser sinceros e chamar as coisas pelos nomes, a bandeira representa um movimento terrorista e se esse ministro libanês é contra a sua destruição entao é porque considera a sua religião, uma religião terrorista. Esta atitude inconsequente que defende o indefensável so por causa de umas palavras também pode ser encontrada numa espécie de auto-censura imposta pelos próprios muçulmanos que parecem preferir a continuidade de uma imagem que so prejudica a sua fé e ao mesmo tempo de uma ameaça bem real para a região e para o mundo. Talvez dois factores justifiquem esta atitude. O primeiro tem a ver com o espaço geográfico. Os muçulmanos que vivem na zona do EI e países circundantes poderão ter receio de represálias o que é aceitável como justificação para se manterem calados. Mas isso nao justifica o silêncio de tantas comunidades muçulmanas no mundo. Verdade é que alguns lideres religiosos ja se puseram contra o EI mas onde estão as manifestações de rua para exigir o fim desse terror? Nao se vê e creio que isso se explica pelo segundo factor, a saber a influência da religião no poder e na sociedade. Ja tenho dito varias vezes que religião e política nao devem estar misturadas e enquanto isso continuar continuaremos a ver atitudes como a do ministro libanês, para quem uma bandeira radical manchada de sangue merece respeito. Ora esta visão teocentrica so traz prejuízo e enquanto houver políticos assim, enquanto houver Imas que ensinam o radicalismo, enquanto houver jovens que se deixem influenciar por uma visão enganadora e paradisíaca do extremismo religioso e enquanto houver esta negação da verdade por causa da religião, grupos como o EI continuarão a existir e a espalhar o terror! Incompreensível como a fé pode ser realmente cega!

10/09/2014

POPULISME, L'EUROPE EN DANGER - Arte 2014

          Le populisme, une des plus grandes menaces pour l'Europe et le chemin plus court pour la dictature sous une couverture de démocratie! 

25/08/2014

Hamas: a resistant or radical movement?


   This scene could have be of a terrorist execution by a islamist group but in fact and as we all know is a public execution by the so called resistant movement Hamas. I already said before that Hamas lost the opportunity of a free Palestine when it chose the way of violence and this picture give me reason. How Israel can allow a independent Palestine ruled by a radical and anti-democratic movement? If Israel is responsible of many war crimes so it is Hamas and so is a big error to accuse only the israeli army. Look for public executions in Syria and tell me where are the differences. You not be able to find them because there are not any difference. And if those who have been executed were really traitors, there will be need of killing them? It's important not to make confusion between the ambition of some orthodox jews of invade Palestine and create a big Israel and the desire of most part of Israel people of more security and peace as is important not to make confusion between the desire of palestinian people of a free State and a hypothetic free fighter movement that in reality control Gaza peoples life in a some kind of theocracy like in Iran. 
   Acts like this are only more reasons to Israel justify his attacks and consequently more innocent victims. Are also a extremely negative publicity to the palestinian cause but perhaps isn't that the main objective of the Hamas. Let's hope that one day Hamas learn to forgive instead of always use violence!

Russia-Ukraine crisis: Chamberlain way or Churchill way?

         
         
      Nowadays we have been seeing the most problematic crisis in Europe since the end of the Cold War, between Russia and Ukraine. In this crisis started by the russian government with a indirect help of the ukrainian far-right, we have been seeing some decisions and acts of the russian government and his leader Putin that remind us the time before the beginning of the II World War, the nazis and Hitler. We all now how this crisis started: the most part of the ukrainian people tired of the russian influence in all matters of the country, had chosen to turn to Europe, a more democratic and freely side. Reacting negatively to this rejection the russian government invaded Crimea, a region in Ukraine with the pretext of defending the russian community in Ukraine (most part of it on east side near the border with Russia). After that, the russian authorities didn't invaded again any region in Ukraine, at least directly with the army, but is well known that the not all rebels are ukrainians and most of them are russians, directed from Russia to infiltrate and create the chaos in Ukraine. Some of them are old KGB agents. All this to make of Ukraine a barrel of gunpowder and perhaps make conditions to a new invasion of Ukraine. In 1938, Hitler also invaded Austria and ex-Czechoslovakia with the justification of unite and support the german people and also had created conditions to make more easy those invasions. Another two reasons to compare Putin to Hitler is the humiliation and the revenge. The humiliation as both saw the end of the States that represented power to them. The German Empire to Hitler and the ex-Soviet Union to Putin. Revenge as both of them seems to look a way of rise again this power and defeat the western world. If this was truth in the Hitler situation is more hard to understand it in Putin. It's easy to understand a desire of revenge in the russian president as he was a KGB agent and perhaps he's nostalgic of those times when ex-Soviet Union ruled half-world but humiliation in what? Nor USA or Europe or any other country and region ever invaded the ex-Soviet Union. There never was a war between the superpowers and if Putin want to accuse someone, he should look to the story of his own country and his leaders, after 1917. The soviet empire has fall down because it lived many years in a unsustainable lie hided by many promises of equality and no more work exploration when in fact the soviet people was being constantly explored by the leaders of the country and all the nomenclature of the only authorized Party. This stayed until the arrival of Gobarchev into the power, that tried to renovate the country and the established order without destroy it. But we all know what happened after this. Without make a complete idea of the situation in his country, Gobarchev really finished to destroy the old order, even with no intention. But at least, he was the only leader sincere to the people, and the only one (with Ieltsin) truly democratic after 1917. So if Putin didn't like of the end of the empire he should ask why the soviet army was so strong when at same time people lived in hard conditions in social, economical and political ways. So I think that Putin can be nostalgic but not humiliated by something that was the natural line of History and not was a external fault.
    After this comparison between the russian and nazi attitudes we can also compare the western reactions to them and mostly Europe. In 1938 we had Chamberlain and Churchill. Now we have many Chamberlains but no Churchill. The first reason to this is a common reason to both times: the fear of war. No wonder as in 1938, Europe had already passed by a world world war and now the same continent had already saw two world wars. So europeans are sick of war and they have reason to be. The other reasons are economical reasons, and if one of them is easy to understand because Europe depends on russian gas, is very hard to understand how some countries like Germany, italy or France are not stronger, only because economical interests. I know history is full of hypocrisy but is hard to accept that some leaders close their eyes to protect their interests, when Europe is the continent where democracy was born and of where Ukraine wait for help to build a free and democratic country. So there are Chamberlains but unfortunately no Churchill. And why there are not a Churchill? Because Europe is not united as it should be. The russian government is the biggest threat to the european peace but the european leaders can't be united, even in a serious case like this. Even with all the provocations by the russian authorities and/or rebels pro-Russia like the malaysian plane and more recently the convoy with humanitarian help. Putin uses Ukraine as if it was a part of Russia and he provokes the more possible he can the western world without however brake the rope, because he want that Ukraine government answer to those provocations in a way that justify a new invasion. Putin is perhaps believing that the western world will not react to a new invasion of Ukraine but he want to say to international community that the responsibility was not of him but from his enemies. In fact is hard to believe in a new world war in a nuclear era, except if a leader State is crazy enough to arrive into this point ( there's also the terrorist threat, but that is another story) and so is very hard to believe that Putin want to stretch the rope until unimaginable consequences. So on one hand Europe must forget economical interests, defend it's own ideals and unite against any attempt of destruction of democracy, peace, equality and freedom. On other hand it can never enter in a game of provocations that can bring more instability to the world. We need Chamberlains but also Churchills. The game of Putin can be see as a provocation to war but also a opportunity to peace if Europe play it according to it own rules and not Putin rules.

04/08/2014

A unica herança da guerra!

Soldados franceses, polacos e belgas mortos durante a  I Guerra Mundial

Ala dos soldados do império britânico mortos no mesmo conflito

Ala dos soldados de origem arabo-musulmana

Ala dos soldados alemães 


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