27/01/2015

Kobane - Victory of hope!




   Today is a day of a great joy! A wonderful joy that spread hope in the war against IS. After a very hard four month's battle, the kurdish forces achieved to expel the IS fighters from Kobane. This victory has a very high symbolic meaning as this city was always considered to be a very important strategic city in the war. 
    What a victory to those kurdish rebels that almost alone have won against better equipped enemies. What a victory to the kurdish people that courageously continue to fight for a independent State. What a victory to those women that form almost half number of the kurdish army and showed that equality can be a reality in every way. What a victory to the international coalition that helped that it could be a reality.
    What a lesson to Erdogan that always refused to help kurdish people but on other hand didn't stopped jihadist terrorists from pass the turkish frontier to fight with IS forces in Syria. What a lesson to IS forces that refuse to treat women as equal of men but have been defeated by them. What a lesson to all those obscurantist terrorists, enemies of peace that are always full of hate and anxious to spread it. What a lesson to the international coalition that didn't helped as it should do. 
    Can this battle be the beginning of the end for the IS forces? Well the victory in Kobane was a very rude strike to them and raised the moral of the kurdish army and so was a very big help to that end but the war against islamic terrorism is a very big objective that must continue until all shadow of threat disappear. Kurdish women have showed the way, lets follow them to the final victory!


Syriza - Gostava de acreditar, mas...

   
Parthenon, Atenas (Foto: Orestis Panagiotou/EPA)

    E domingo a esperança venceu. Pelo menos foi assim que reagiu o partido Syriza após saber da sua vitoria nas eleições legislativas gregas. E esperança foi o que ele prometeu e é o que o povo grego espera. Esperança que a austeridade acabe de vez, que haja de novo uma vida com dignidade e que a recuperação económica seja uma realidade. Eu também gostaria de acreditar na mudança mas esta vitoria de um partido de extrema-esquerda nao me inspira confiança nenhuma. Vejo-a como uma vitoria de promessas, um aproveitamento do descontentamento popular que tal como todas as fantasias vai infelizmente e  provavelmente colocar a Grécia num estado ainda pior do que no inicio da crise.
    O que se passou domingo na Grécia foi uma reacção emocional de um povo cansado de pagar um preço demasiado alto para ter uma pequena hipótese de pelo menos recuperar o valor do nível de vida anterior à crise. Os gregos fartos das falhas dos partidos tradicionais que dominavam o sistema, deram uma oportunidade a um partido radical que até ha pouco tempo tinha muito pouca expressão eleitoral. E esta mudança pode ter sido a primeira de muitas num continente que parece entrar por caminhos arriscados como o comprova a subida dos extremismos populistas de direita e de esquerda. E pode ser também a primeira de muitas desilusões quando o povo descobrir que nao existem soluções faceis ou poções magicas para resolver os problemas inerentes à crise. E depois o que vai acontecer quando as pessoas deixarem de confiar definitivamente nos partidos? Sejam eles os tradicionais do poder e antigos ou os novos que prometem uma ruptura com o passado. Vao nascer novas ditaduras? O povo vai-se virar para novos populistas que usam a democracia para imporem a sua tirania?
    Repare-se como a Grécia é um bom exemplo desta dicotomia extremista esquerda-direita. Todo o mundo so fala na vitoria do partido de extrema-esquerda Syriza mas é preciso nao esquecer que em terceiro lugar ficou o partido de extrema-direita Aurora Dourada. A Grécia, pode-se dizer que é assim uma reprodução em pequena escala do que pode acontecer à Europa no futuro. Preciso dizer que pessoalmente nao acredito muito que toda a Europa entre nesta via populista e que algumas eleições proximas sejam ganhas por partidos extremistas mas quando se vê por exemplo o FN de Marine Le Pen a subir em França, o Podemos a angariar cada vez mais popularidade em Espanha, o holandês Geert Wilders também a subir num dos paises mais tolerantes da Europa, o UIKP no Reino Unido, o movimento 5 estrelas de Beppe Grilo e outros, nao posso deixar de me sentir preocupado e vigilante com que o futuro pode trazer se todos estes partidos e lideres continuarem neste aumento de popularidade. Repare-se alias como na Grécia o descontentamento é tao grande que colocaram o Aurora Dourada em 3° lugar apesar de o seu líder e metade da sua bancada parlamentar estarem presos.   Nao sera a imagem real de um comício deste partido onde no palco em vez da presença física do líder, ele falou através de um écran gigante, o símbolo de uma degradação da democracia onde o rebanho esta pronto a seguir qualquer pastor mesmo que este nao possa olhar por ele?
    Este caminho que a Europa esta a tomar é perigoso mas também a sua causa esta numa Europa neoliberal rendida ao mundo dos mercados e dos bancos. Os lideres europeus estão a esquecer a vertente humana e o lado humanista, do qual a Europa já tantos belos exemplos deu no passado. Esta insistência na humilhação económica e financeira acaba por ser um dos motivos do aumento do extremismo mas os lideres europeus nao parecem ver isso ou nao querem mesmo ver. No entanto cair no oposto total pode ser um erro  ainda pior. Bem que gostaria que o Syriza conseguisse levar avante a sua esperança mas duvido muito. Boas intenções nao fazem um programa e Alexis Tsipras faz-me lembrar um pouco aquele boneco do "Contra-Informação" que imitava o Durão Barroso e dizia "Oh diacho, acho que nao vim preparado pra isto!" Receio bem que o novo primeiro-ministro grego vá ter a mesma opinião daqui a alguns meses. Alias importa dizer que o Syriza ja começou muito mal ao fazer um acordo para a formação de governo com um partido nacionalista de direita. Querem melhor exemplo de que os extremos acabam mesmo por se tocar?
    Finalmente e terminando com o caso especifico grego, tenho a dizer que faz-me lembrar um pouco Portugal, se bem que num tom mais radical. O povo grego parece-me ainda mais emocional e radical do que o povo português (basta lembrar as manifestações anti-austeridade em ambos os países). Para quem conhece os livros de Astérix sabe que Uderzo e Goscinny gostavam de retratar cada povo da antiguidade com estereótipos engraçados, um pouco exagerados é certo mas que nao deixam de ter uma ligação correcta com a realidade. Assim os germânicos sao retratados como militaristas, os helvéticos como muito organizados e limpos, os fenícios como comerciantes inveterados, os iberos como orgulhosos e amantes da festa, os vikings como guerreiros, aventureiros e anárquicos, os bretoes como calmos e cavalheiros, os lusitanos como declamadores de poesia e desinteressados de tudo e os gregos como avarentos. E aqui chegamos ao cerne da questão. Um facto que aparece de forma repetida nos livros de Astérix é os gregos a queixarem-se dos preços. E este facto representado de forma humorística  explica e bem mais uma semelhança connosco e uma causa comum da crise, a interna. O discurso de esquerda, principalmente a radical, gosta de pôr a culpa exclusiva da crise nos factores externos, o domínio dos mercados, a austeridade imposta por governos escravos daqueles e sem coragem para lhes fazer frente, o controle dos grandes bancos e agências de notação, etc. Um discurso nomeadamente anti-imperialista e anti-capitalista. De facto e como já escrevi anteriormente neste mesmo texto, quando as coisas sao exageradas, cai-se no erro de esquecer o povo e já houve muito desprezo pelos mais atingidos pela crise mas ir buscar as causas somente num lado sem ter em atenção o outro é um erro tao grave como fazer com que nao se passa nada. Os factores internos sao fáceis de encontrar tanto na Grécia como em Portugal, fuga exagerada aos impostos, um alto nível de corrupção e uma mentalidade um pouco avarenta. O problema é que quem paga por esses erros sao quase sempre quem nao tem culpa nenhuma, enquanto quem devia pagar na justiça, consegue escapar. E quanto à mentalidade, já o disse varias vezes antes, é preciso acabar com essa desconfiança reciproca entre o povo e o Estado; é preciso acabar com essa ideia de que pagar impostos nao serve para nada e claro também é preciso acabar com a corrupçao no Estado que muito ajuda à fuga aos impostos. Sera assim tao dificil transformar uma Grécia ou um Portugal numa Suécia por exemplo?
   Tendo em conta o que o povo grego já sofreu e continua a sofrer seria bom que o Syriza conseguisse fazer algo de positivo mas francamente e apesar de o blog ter a palavra esperança no titulo, prefiro por vezes ser realista. Mas se estiver enganado serei como sempre o primeiro a reconhecer-lo!

25/01/2015

Mia Khalifa e a polémica inútil da sua escolha profissional.


     Como é do conhecimento geral, a sociedade do Médio Oriente é, por principio, conservadora e isto nota-se ainda mais no que toca às mulheres, vitimas de um machismo religioso-social, seja qual for a religião e/ou a sociedade. Por isso e para muitas pessoas que ai habitam, as mulheres que tentam escapar ao seu destino humilhante e viver a vida conforme as suas escolhas, nao merecem respeito e acabam por ser rejeitadas como filhas do pecado. Ora se essas escolhas se desviarem ainda mais dos padrões tidos como aceitáveis pela moral rígida desses países do Médio Oriente entao é ponto assente em como a mulher corre o risco de ver a sua situação complicar-se ainda mais. Digo isto a propósito de mais um exemplo de tentativa de rebaixamento vinda daqueles lados so porque uma mulher teve a ousadia de escolher uma carreira profissional que desagrada profundamente muitos dos habitantes do pais onde nasceu.
      Tudo começou quando a actriz líbano-americana Mia Khalifa nascida em Beirute foi considerada como a estrela mais popular do site Pornhub em dezembro do ano passado. De repente começou a haver uma discussão, em torno desta escolha profissional, no seu pais de origem, sendo que para muita gente, o facto de ela ser uma actriz de cinema para adultos é uma vergonha e uma desgraça. Nao faltou muito tempo para que começasse a receber ameaças de morte, como por exemplo na imagem abaixo, onde alguém publica uma fotomontagem onde ela aparece como vitima do Estado Islâmico:


      Também muitos meios de comunicação social libaneses publicaram artigos de opinião contra Mia Khalifa ao que ela respondeu no twitter: "Nao tem o Médio Oriente coisas mais importantes com que se preocupar, além de mim? Que tal encontrar um presidente? Ou parar o EI?" Mas o pior para ela foi a reacção dos seus pais, que deixaram de lhe falar e cortaram todo e qualquer tipo de relação com ela. Pais conservadores e tradicionalistas, viram na escolha da sua filha uma afronta aos valores que defendem e a resposta que deram fez Mia sentir-se culpada por ter atirado o nome da família para a polémica mas nunca tal foi sua intenção e a escolha que fez foi feita de modo consciente. 
     Mas nem todos reagiram negativamente à sua escolha profissional. O escritor britânico-libanês Nasri Attalah defendeu-a de forma brilhante: "A indignação moral sobre Mia Khalifa, provavelmente a primeira estrela porno libanesa é errada por duas razoes, primeiro e acima de tudo, como mulher, ela é livre para fazer o que bem lhe agradar com o seu corpo. Segundo, como ser humano senciente, que vive na outra metade do mundo ela é responsável pela sua própria vida e nao deve nada ao pais onde calhou de nascer. Existe essa percepção de que ser libanesa é em primeiro lugar uma vocação e um dever e so depois vem a vida pessoal."
     O que mais ressalta nesta polémica toda é de facto a inutilidade de um debate provocado por pessoas que rejeitam a liberdade feminina e fazem uma tempestade num copo de agua quando, e como ela muito bem diz no seu twitter ha coisas mais importantes para debater. Ha que reconhecer que a escolha profissional dela nao é uma escolha agradável a todos e mesmo no mundo ocidental, haverão pessoas que certamente nao iriam aprovar-la. Mas esta negação é mais o produto de anos e anos de doutrinação machista e religiosa do que uma escolha auto-consciente. Produto esse que esta na origem dessa percepção infelizmente popularizada segundo a qual "uma mulher que saia com muitos homens é uma mulher da vida e um homem que saia com muitas mulheres é um conquistador." Mas também e por causa disso é que uma simples actriz porno quase que pode ser considerada uma feminista e defensora dos direitos das mulheres. A propósito, isto faz-me lembrar um documentário que vi ha pouco tempo sobre cantoras pop egípcias. E aqui o caso ainda é mais estranho porque cantar nao é uma profissão tao polémica como actriz de filmes para adultos. No entanto, estas cantoras, nas roupas que usam, na maquilhagem e nas danças sensuais do seus vídeos sao muito ocidentalizadas e ha muita gente da sociedade egípcia que rejeita e quer acabar com aquilo a que chamam uma depravaçao e um insulto. Ora se elas fossem europeias ou norte-americanas por exemplo, provavelmente passariam despercebidas porque num mundo artístico cada vez mais descartável, artistas como elas aparecem e desaparecem aos montes, mas numa sociedade conservadora como é a muçulmana, elas fazem figura de heroínas do feminismo e dos direitos da mulher. E ja agora é também esta dominação machista da sociedade que faz com que no mundo muçulmano, e excepto alguns casos, os homens possam vestir-se à vontade enquanto as mulheres sao obrigadas a esconderem-se nessa opressão vestimentaria chamada burqa. Eu por mim nao tenho duvidas em dizer que a liberdade da mulher (e do homem também) deve ser respeitada em todos os sentidos e cada indivíduo deve ter a liberdade de fazer as suas próprias escolhas desde que nao prejudiquem a sociedade. Ora nao me parece que actuar em filmes para adultos ou cantar provoque algum mal, ao contrario por exemplo desses grupos jihadistas que transmitem uma imagem muito mais negativa, se bem que falsa, da sociedade muçulmana.


              Wikipedia

Nazismo, islamismo radical ou a tirania dos totalitarismos contra as crianças.

 


Foto: Ho/ Al-Hayat/ AFP/ CP

      Apareceram nos últimos dias noticias onde se falava de crianças e grupos terroristas jihadistas. Numa delas um grupo jihadista provavelmente do Cazaquistao e ligado ao Estado Islâmico usa uma criança como carrasco para acabar com a vida de dois espiões russos (Estado Islâmico usa criança para matar dois alegados espiões russos), numa outra noticia uma menina de aparentemente dez anos foi usada pelo Boko Haram como bomba humana num atentado num mercado de rua na Nigéria (Pelo menos 20 pessoas mortas na Nigéria em atentado com criança), isto sem falar no rapto
de centenas de meninas por este mesmo grupo ou a radicalização de crianças por estes grupos islamitas que nao têm problema nenhum em expulsar todas as características infantis que devem compor a personalidade de uma criança e transforma-las em maquinas de matar, se bem que por vezes devem forçar a criança a fazer o que desesperadamente nao quer. E aqui a pergunta é, esta o conceito de humanismo tao desligado da realidade jihadista que até a inocência de uma criança nao tem direito à vida? Bem, supostamente so tem se for para servir os interesses maléficos dos terroristas e aqui eles aproximam-se da doutrina nazi de cada indivíduo se desligar de si próprio para entrar ao serviço do regime e principalmente do líder. Neste processo de lavagem cerebral, a pessoa, seja ela criança ou nao deixa de ter vontade própria e passa apenas a obedecer aos desígnios da vontade que o comanda. Neste aspecto nao deve haver muita diferença entre os campos de treino da juventude hitleriana e as escolas corânicas radicais usadas pelo EI para doutrinar as crianças. E daqui se conclui que o Estado Islâmico é uma organização fascista-religiosa como o é o Boko-Haram e todas as organizações jihadistas radicais. Por isso é mais do que urgente lutar para que elas vejam o seu fim. Lutar pelas armas e lutar pela palavra. E pela palavra a principal arma é a educação. Uma educação nos antípodas do radicalismo que ensine cada criança a ser tolerante e a respeitar as diferenças. E isto deve ser feito em proporções gigantescas ou entao arriscamo-nos a ver um futuro cada vez mais sombrio ocupado por um cada vez maior numero  de futuros assassinos. Uma guerra de valores nao acaba so com a derrota militar do adversário mas também pela derrota doutrinária. Se vencermos so com o uso das armas, o germe da doutrina ficara e sera usado como possível porta para a vingança mas a guerra da palavra é uma guerra mais longa mas também imprescindível à paz.


Nigeria - Baga or the rejection of tolerance from Boko Haram.

    
Baga, Nigeria (AFP Photo)


     In the beginning of this month the world witnessed one more example of radical inhumanity in the Baga massacre by the terrorist group Boko Haram. This nigerian city was destroyed by the wild blindness of this group that is spreading terror not only in Nigeria but now also in neighbor countries. Boko Haram is a islamic jihadist group that is following the hardest and ruthless variation of islam and so for them there's no humanity, because humanity must be under the religious human made law. This law that teach children to kill or send them as human bombs, this law that treats women as slaves, this law that kills homosexuals and lesbians because they are apparently against nature, this law that sell women as slaves, this law that terrorizes village people as happened in Baga. For Boko Haram and others groups the only possible and desirable future is a return to the past, to the time of the prophet. But would the prophet approve all those acts made by the jihadist groups? I don't think so and even if we known that the prophet used of violence in spreading his religion, is important not forget that in those times violence was commonly used by every leaders, whatever religion they had. There were not human rights. If we want to make a comparison it would be like as if now in Europe, christian radical terrorist groups would start to spread terror with the objective of make the old continent return to the middle age and religious wars. But fortunately there was a historical period known as age of enlightenment that marked the beginning of the end of religious influence on politics; and is that, that is lacking to the muslim society. It exists but in a very tiny way, almost invisible. By the way, is sad that western mass media don't show this tolerant and modern image of islam so often as they show the jihadist terrorism. 
    Meanwhile and returning to the Boko Haram massacre, the nigerian government refused to recognize  it and instead said that nothing happened. So weird is this human nature that try to hide evil facts only to give a more acceptable image of their own. The violence of Boko Haram is arriving to the top limit and international community must answer in a strong way. Daily, the world is seeing horrible stories and this must stop forever. The problem is that I fear we are seeing a new Rwanda. Massacres and other kind of extremely violent attacks that will be stopped when it will be very late. I hope that I'm wrong and a important and quickly answer would be welcome by those habitants that are suffering from Boko Haram's violence. .

Charlie Hebdo: Quel futur après les attentats?

   

       
Les 17 victimes des attentats de Paris (AFP/SIPA/DR)


    Dans ces dernières semaines on n'a parlé qu'a propos du cas "Charlie Hebdo". Ces deux mots on occupé notre conscience collective depuis la tragédie du attaque à la rédaction du journal jusqu'à la journée de solidarité et union en France et dans des autres pays du monde. Réaction étonnante mais compréhensible d'une société attaqué dans son droit de se exprimer librement. Un droit lié à la démocratie, ce système refusé par ces fondamentalistes radicaux. S'il y a eu une chose positive a propos de l'attaque au "Charlie Hebdo" ça a été cette réaction d'unité, réaction d'espoir, de force contre la barbarie et une preuve fondamentale de solidarité, un sentiment aujourd'hui si rare. Mais comme toujours, après la vague des gens occupant les places dans un effort commun de montrer leur soutien pour une cause important, il vient le retour à la normalité, aux rues vides d'émotion. C'est toujours comme ça, des moments pour réveiller nos consciences mais que malheureusement ne durent pas le temps qu'en auraient du. Bien sur que a partir de ce triste jour, beaucoup de choses ont changé ou vont changer et la vie ira se passer dans un cadre trop différent de ce qu'était avant. La France, pays de la liberté, égalité et fraternité a connu un des attentats plus meurtriers de son histoire; attentat qu'a frappé pas seulement dans le sang mais qu'a aussi montré les blessures d'une société uni et séparé au même temps. Uni dans son appartenance a un seul pays mais divisé en communautés, quartiers, classes. Et ici on arrive a une possible origine du attentat, a savoir, la ségrégation social. Beaucoup de jeunes qui entrent dans le jihadisme font le principalement comme une réponse contre une société que les rejette que par une croyance à la foi que les embrasse. Par contre le danger d'une conséquence du attentat est une augmentation de cette ségrégation. Un risque pour toutes les sociétés qui peut menacer la stabilité et l'ordre. Maintenant que la menace islamite est une réalité de plus en plus concrète, les musulmans soufreront les conséquences de ce terrorisme, même si la plupart n'en a rien a voir. La méfiance sera un sentiment généralisé et celui-ci sera profité par les partis et mouvements xénophobes et racistes. Donc il faut conclure que les terroristes font plus de mal a sa communauté qu' à société qu'ils souhaitent attaquer. Et pour aider les terroristes il y a ces personnes a qui la seule chose que les intéressent c'est de répandre la haine et la zizanie. Au fond ce n'est que du terrorisme psychologique. Est qu'on doit permettre la liberté d'expression dans tous les cas? Ici on arrive a un autre point du futur après les attentats de Paris. Avant tout il faut dire qu'il y a une grande différence entre les caricatures du "Charlie Hebdo" et les textes de ces polémistes. Les caricatures ne servent qu'a montrer les failles d'un radicalisme inacceptable, alors que les polémistes passent le temps a créer la division et a défendre des théories sans aucun sens. Le problème de la démocratie est d'être le seul système politique que permets a ceux/celles qui en sont contre, de parler. Et ici le problème que se pose est si on interdit le droit de parler, ne sommes pas a copier les non-démocrates? Plutôt que penser a ça, on devait penser aux récepteurs d'information c'est-a-dire le peuple. Dans une démocratie la façon plus naturelle de combattre  une mauvaise utilisation du droit de s'exprimer est l'éducation et l'information. Au temps de l'internet  la guerre de la propagande sera de plus en plus constante et il faut être toujours attentif/ve aux nouveaux Goebbels qui la utilisent pour répandre sa dangereuse influence. Une France basée dans l'humanisme, dans le pacifisme, dans la concorde est moins probable que se laisse aller par un discours guerrier et fasciste. Mais pour ça, il faut aussi que les français de souche arrêtent de regarder chaque musulman comme un potentiel terroriste et arrêtent de les éloigner de la possibilité d'arriver plus loin dans la vie. Mais bien sur, ne sera pas pour ça que la sécurité doit être abandonnée. On n'est pas naïfs. 
    Une des premières conséquences des attentats fut un renforcement de la sécurité et une augmentation des opérations contre-terrorisme. C'est une autre réaction habituelle après des événements tragiques comme ceux-ci de Paris. Mais la menace doit être tuée dans l'oeuf et pour ça la guerre contre le fondamentalisme doit continuer. Soit en Europe ou en Afrique ou en Asie. Après la barbarie nazi, le radicalisme islamite est la plus grande menace au monde et il n'a pas de diplomatie que tiens dans ce cas. Il faut utiliser les armes contre les combattants et l'éducation pour tous, pour que le futur ne soit pas envahi pour un sentiment de vengeance. L'ignorance est l'origine de tous les maux et plus on est contre, plus il aura la possibilité d'un monde vivant en paix comme il faut. 
     Le futur a déjà commencé et il se présent douteux, voir, plein de brouillard. Mais c'est pour ça que la lutte ne doit pas arrêter. Tandis qu'il avoir des fascistes-religieux au monde, il y a une obligation de les  contrecarrer. 
      



18/01/2015

"Je suis Charlie (Hebdo)": Manifestações em França.

Nantes (ⒸBruno Santos ribeiro)

Paris (ⒸGendarmerie Nationale)

Lyon (AFP Photo/Jeff Pachoud)

Clermont-Ferrand (FRANCE 3 Auvergne/Stéphane Moccozet)

Toulouse (FRANCE 3 Midi-Pyrénées/Fabrice Valéry)

Bordéus (David Thierry)

Marselha

Lille