21/10/2014

To Our Countries لبلادي

      "To our countries" it's a very good video made by young people living in Sweden and originally from Syria, Iraq, Lebanon and Palestine, and where two young women (Faya Yonan, Rihan Younan) made a appeal to end with war and violence in arab countries and for a change that allow a better future for those countries.  

17/10/2014

Anton Wilhelm Amo - Primeiro africano sub-saariano a obter um doutoramento numa universidade europeia.


       Numa altura em que o preconceito em relaçao aos africanos de raça negra era bastante forte e onde o futuro da maioria destes ainda era a escravatura, Anton Wilhelm Amo fez figura de pioneiro ao ser o primeiro africano daquela origem a estudar numa universidade europeia. Mais tarde tornou-se um respeitado professor e filósofo. Pode assim ser considerado uma figura pela igualdade. 
      Mais pormenores sobre a sua vida em "Anton Wilhelm Amo - Wikipédia"

11/10/2014

Kobane: a coragem das mulheres curdas contra um movimento discriminatório da condição feminina.

     
     Na cidade de Kobane no norte da Siria luta-se neste tempo pelo seu controle. De um lado um grupo terrorista e islamo-fascista que tem avançado de forma rápida no Iraque e na Síria com armamento pesado, do outro resistentes curdos em menor numero, com armamento ligeiro e contando nas suas fileiras com mulheres. Mulheres que lutam pelo seu povo e pelos seus direitos precisamente contra um grupo tirânico que as odeia e as humilha, baixando-as à inferioridade existencial. Estas mulheres peshmerga sao também um símbolo de determinação feminista numa região ainda muito marcada pelo domínio masculino. Apesar das enormes ameaças que sobre elas pesam, elas nao desistem porque dizem ter uma superioridade psicológica sobre os soldados do EI (Estado Islâmico) e que é o facto de para eles, morrerem às maos de mulheres significa ter as portas do paraíso fechadas.
    Enquanto Estados poderosos ficam-se por ataques aéreos ou enquanto outros Estados colocam tropas nas fronteiras sem nada fazerem, excepto assistirem impávidos à destruição de Kobane, essas mulheres juntamente com todos os soldados e civis curdos continuam numa luta desigual de resistência apenas com a força da coragem do seu lado. E todos nos devemos-lhes estar profundamente agradecidos por impedirem por enquanto a progressão de um movimento violador dos direitos humanos. Esperemos que esta luta heróica tenha o apoio militar de que necessita e consiga expulsar os membros do EI de Kobane!

(Ahmed Jadallah/Reuters)

(Massoud Mohammed/Reuters)






Education as a weapon against ISIS and radicalism.

          In a precedent post I've made a comparison between the nazis and the ISIS. I said, among other things,  that both are a symbol of intolerance, hate and fascism and both represent the worst of the human specie. As we all know, the nazism was defeated in 1945 thru a war that sacrificed the world and showed the horrors of men. Six years were needed to make disappear the threat of a "reich for thousand years". Long six years for all those that lived these times but a a relatively short time to defeat a so big evil. Why the nazism was quickly defeated and why the ISIS will be much more harder and longer to win? Nazism was a human ideology that would be abandoned  when his major leader would be expelled from power and that really happened. If, even today, there still are nazis groups they never reached the power again, because their great reference as a chief died in 1945. The ISIS case is different. ISIS is not guided by a only human ideology but by a mix of human and religious ideals. Human fascist ideals and religious extremist teachings. The result? Is much more harder to defeat a movement where members are convinced of owning the true based on a radical interpretation of religion. Unlike the nazis, the jihadists fight not because of a leader and his extremist ideology but because of a blind faith in religion. Even if the ISIS disappear, the religious extremism will continue which means new possibility of others radical groups appears. But other reason why the ISIS and jihadists are hard to win is the influence of religion on muslim society.  While religion continue to control many subjects in muslim society, the radicalism will be always a possibility as people many times don't make distinction between teachings of peace and tolerance and teachings of religious superiority  that they listen in the mosques as for them is all part of only and one religion. That's why young people is so easily influenced in the mosques that hide no legal activities. And also many times religious influence is so big that politicians are fear of go against it. That's why what is happening in the Middle East is above all a religious war between sunnites supported by Saudi Arabia and shia muslims supported by Iran. If both countries had not political religious regimes, problems would be more easy to solve and very probably radicalism would never exist. All this means that a war against extremism and extremist groups can not be won only with guns but also with education and that is a much longer process. As is impossible to make disappear a religion, the only solution is educate with humanitarian principles. Is not worthy to send guns, to send the army if in some mosques and countries  embrace terrorism still is a very strong possibility and this kind of education must be provided mainly by muslims. Muslim society must change and separate religion from politics.

30/09/2014

Hossein Kazemeyni Boroujerdi - O Mandela iraniano.


     Ayatollah Hossein Kazemeyni Boroujerdi é um religioso muçulmano xiita iraniano que defende a separação da religião e da política tendo sido detido em varias ocasiões pelo governo iraniano. Expressou pela primeira vez a sua oposição à natureza teocratica desse governo em 1994. Durante alguns anos foi ensinando uma visão tradicional do islão que separa a religião da política num pobre bairro do sul do Irao. Uma das frases que lhe foi atribuída é: "Os iranianos acreditam que sao leais aos fundamentos da verdadeira religião e à missão do profeta mas sao opositores à politizaçao da religião e à sua exploração por um grupo que nada tem a ver com o verdadeiro islão."
     Escreveu ao Papa Bento XVI e à União Europeia queixando-se das circunstâncias suspeitas sobre a morte do seu pai Ayatollah Seyyed Mohammad Ali Kazemeyni Boroujerdi em 2002, a consequente confiscação da mesquita dele e também da sua própria mesquita assim como a perseguição aos seus fieis pelo governo teocratico iraniano. 
    Desde 1994 que foi sendo repetidamente intimado a comparecer diante do Tribunal Clerical Especial Iraniano. Foi detido por vários meses em 1995 e 2001 e em 2006 foi novamente intimado pelo Tribunal Clerical. Em 2010 escreveu uma carta aberta ao líder supremo Ali Khamenei acusando-o de responsabilidade na violação dos direitos humanos no Irao e apelando a um referendo livre directamente supervisionado por observadores da ONU. 
    Recusou em aparecer ao Tribunal Clerical e o governo iraniano instaurou um mandado de captura contra ele. Apoiantes e estudantes dele juntaram-se na sua casa para o proteger, muitos deles ficando mais de dez semanas. 
    No dia 7 de outubro de 2006 uma grande manifestação de mais de 1000 pessoas, incluindo muitas mulheres, juntou-se à volta da casa dele para impedir a sua detenção pela policia. O serviços de noticias iraniano IRNA partilhou fotos da demonstração e mostrou slogans ditos pelos manifestantes "Liberdade, liberdade - este é o nosso incontestável direito." No dia seguinte as forças de segurança prenderam Boroujerdi e vários seguidores - 172 mulheres e 225 homens - que se tinham juntado para defender-lo da prisão. 
    De acordo com o site mardaninews: "Em junho de 2007, o Tribunal Especial Clerical perseguiu-o à porta fechada. As autoridades nao apresentaram nenhuma justificação oficial sobre a sua perseguição e sentença. De acordo com os seus associados ele foi inicialmente condenado à morte mas depois de vários apelos a sua sentença foi reduzida a 11 anos de prisão, 10 dos quais devem ser servidos em exílio na cidade de Yazd. Foi impedido de acesso a um advogado independente durante a sua perseguição e detenção. 
     De acordo com a Amnistia Internacional "pobres condições prisionais tortura e tratamento doentio levaram a uma deteorizaçao do seu estado de saúde. A Campanha Internacional para os Direitos Humanos no Irao diz que ele tem sofrido de varias complicações de saúde incluindo coração e problemas respiratórios assim como a perda de 80% da visão devido a cataratas. Também perdeu 36 quilos durante a sua prisão. 
    Em abril de 2009, Boroujerdi escreveu uma carta ao secretario-geral da ONU Ban Ki-Moon, pedindo com urgência uma intervenção no seu caso. No dia 5 de maio começou uma greve de fome em protesto contra a suspensão do seu direito de fazer chamadas à sua família e advogado e receber visitas deles. Duas semanas depois foi hospitalizado na enfermaria da prisão de Yazd. Em julho de 2011 o seu estado de saúde foi piorando cada vez mais devido à tortura na prisão. Apesar do estado do seu coração e da perda de visão num olho, nao teve autorização para deixar a prisao para receber tratamento médico. Em 11 de novembro de 2011 uma carta escrita por ele foi contrabandeada para fora da prisão de Evin, endereçada à então secretaria de Estado Hillary Clinton apelando para ela lidar com os problemas existentes no Irao. 



28/09/2014

May Ziade - pioneira do feminismo no Oriente.

   

      May Ziade (11 de Fevereiro 1886 - 17 de Outubro 1941) foi uma poeta, ensaísta e tradutora libanesa-palestiniana, considerada como uma feminista precoce da Palestina e uma pioneira do feminismo oriental.
      Ziade nasceu em Nazaré na Palestina Otomana, filha de um pai maronita libanês e uma mae palestiniana. Fez a escola primaria em Nazaré e aos 14 anos foi enviada para Aintoura para prosseguir os seus estudos secundários numa escola conventual francesa para raparigas. Durante este período ela teve aulas de literatura francesa e literatura romântica, o que lhe agradou particularmente. Frequentou varias escolas católico-romanas no Líbano e em 1904 regressou a Nazaré para estar com os seus pais. Publicou os seus primeiros artigos aos 16 anos. Em 1908 ela e a sua família emigraram para o Egipto onde o seu pai fundou o jornal "Al Mahroussah"para o qual Ziade escreveu vários artigos. Devido ao seu interesse por línguas, era perfeitamente bilingue em árabe e francês, tendo ainda conhecimentos de inglês, italiano, alemão, espanhol, latim e grego moderno. Graduou-se em 1917.
       Ziade nunca se casou mas teve uma relação com um dos maiores nomes da literatura árabe do século XX. O poeta e escritor libanês-americano Khalil Gibran. Embora nunca se tenham conhecido pessoalmente pois ele vivia em Nova Iorque, mantiveram uma correspondência escrita que durou 19 anos até à morte dele em 1931. Entre 1928 e 1932, Ziade perdeu algumas pessoas próximas a começar pela morte dos seus pais, seus amigos e acima de tudo, Khalil Gibran. Por causa disso entrou numa depressão profunda e regressou a Nazaré onde os seus familiares internaram-na num hospital psiquiátrico para terem controlo do seu estado. Nawal El Saadawi escreveu que Ziade foi internada por expressar sentimentos feministas. Ela sentiu-se profundamente humilhada pela decisão da sua família. Um grupo de amigos, entre os quais Amin Al-Rihani, obtiveram mais tarde a sua libertação graças a uma campanha feita nos jornais libaneses. Deixou então  o hospital, depois de um boletim médico provar que ela estava num estado mental normal. Regressou então ao Cairo onde morreu. 
     Ziade era bem conhecida nos círculos literários árabes, recebendo muitos escritores e escritoras num salão literário que ela fundou em 1912. Entre os que frequentaram o salão contam-se Taha Hussein, Khalil Moutrane, Ahmed Lutfi el-Sayed, Abbas el-Akkad. Este salão teve de ser interrompido porque aparentemente, depois da morte dos pais e porque era solteira, nao lhe foi permitido continua-lo numa sociedade conservadora. 
     Ziade, apesar de nao ser uma reformadora social, participava no movimento de emancipação feminina. Para isto acontecer e na sua opinião era preciso acabar com a ignorância e tradições anacrónicas. Para ela, as mulheres eram um elemento básico de toda e qualquer sociedade humana e escreveu que uma mulher escravizada nao podia amamentar o seu filho com o seu próprio leite quando esse leite tinha um forte "odor" a servidão. Em 1921 organizou uma conferência intitulada "O Objectivo da Vida" onde pedia às mulheres árabes para procurarem a liberdade e abrirem-se ao ocidente sem esquecerem a sua identidade oriental. Além disto também fez frente contra as políticas coloniais europeias e a favor da liberdade de impressa. 


Fontes: Wikipédia (inglês)