30/09/2014

Hossein Kazemeyni Boroujerdi - O Mandela iraniano.


     Ayatollah Hossein Kazemeyni Boroujerdi é um religioso muçulmano xiita iraniano que defende a separação da religião e da política tendo sido detido em varias ocasiões pelo governo iraniano. Expressou pela primeira vez a sua oposição à natureza teocratica desse governo em 1994. Durante alguns anos foi ensinando uma visão tradicional do islão que separa a religião da política num pobre bairro do sul do Irao. Uma das frases que lhe foi atribuída é: "Os iranianos acreditam que sao leais aos fundamentos da verdadeira religião e à missão do profeta mas sao opositores à politizaçao da religião e à sua exploração por um grupo que nada tem a ver com o verdadeiro islão."
     Escreveu ao Papa Bento XVI e à União Europeia queixando-se das circunstâncias suspeitas sobre a morte do seu pai Ayatollah Seyyed Mohammad Ali Kazemeyni Boroujerdi em 2002, a consequente confiscação da mesquita dele e também da sua própria mesquita assim como a perseguição aos seus fieis pelo governo teocratico iraniano. 
    Desde 1994 que foi sendo repetidamente intimado a comparecer diante do Tribunal Clerical Especial Iraniano. Foi detido por vários meses em 1995 e 2001 e em 2006 foi novamente intimado pelo Tribunal Clerical. Em 2010 escreveu uma carta aberta ao líder supremo Ali Khamenei acusando-o de responsabilidade na violação dos direitos humanos no Irao e apelando a um referendo livre directamente supervisionado por observadores da ONU. 
    Recusou em aparecer ao Tribunal Clerical e o governo iraniano instaurou um mandado de captura contra ele. Apoiantes e estudantes dele juntaram-se na sua casa para o proteger, muitos deles ficando mais de dez semanas. 
    No dia 7 de outubro de 2006 uma grande manifestação de mais de 1000 pessoas, incluindo muitas mulheres, juntou-se à volta da casa dele para impedir a sua detenção pela policia. O serviços de noticias iraniano IRNA partilhou fotos da demonstração e mostrou slogans ditos pelos manifestantes "Liberdade, liberdade - este é o nosso incontestável direito." No dia seguinte as forças de segurança prenderam Boroujerdi e vários seguidores - 172 mulheres e 225 homens - que se tinham juntado para defender-lo da prisão. 
    De acordo com o site mardaninews: "Em junho de 2007, o Tribunal Especial Clerical perseguiu-o à porta fechada. As autoridades nao apresentaram nenhuma justificação oficial sobre a sua perseguição e sentença. De acordo com os seus associados ele foi inicialmente condenado à morte mas depois de vários apelos a sua sentença foi reduzida a 11 anos de prisão, 10 dos quais devem ser servidos em exílio na cidade de Yazd. Foi impedido de acesso a um advogado independente durante a sua perseguição e detenção. 
     De acordo com a Amnistia Internacional "pobres condições prisionais tortura e tratamento doentio levaram a uma deteorizaçao do seu estado de saúde. A Campanha Internacional para os Direitos Humanos no Irao diz que ele tem sofrido de varias complicações de saúde incluindo coração e problemas respiratórios assim como a perda de 80% da visão devido a cataratas. Também perdeu 36 quilos durante a sua prisão. 
    Em abril de 2009, Boroujerdi escreveu uma carta ao secretario-geral da ONU Ban Ki-Moon, pedindo com urgência uma intervenção no seu caso. No dia 5 de maio começou uma greve de fome em protesto contra a suspensão do seu direito de fazer chamadas à sua família e advogado e receber visitas deles. Duas semanas depois foi hospitalizado na enfermaria da prisão de Yazd. Em julho de 2011 o seu estado de saúde foi piorando cada vez mais devido à tortura na prisão. Apesar do estado do seu coração e da perda de visão num olho, nao teve autorização para deixar a prisao para receber tratamento médico. Em 11 de novembro de 2011 uma carta escrita por ele foi contrabandeada para fora da prisão de Evin, endereçada à então secretaria de Estado Hillary Clinton apelando para ela lidar com os problemas existentes no Irao. 



28/09/2014

May Ziade - pioneira do feminismo no Oriente.

   

      May Ziade (11 de Fevereiro 1886 - 17 de Outubro 1941) foi uma poeta, ensaísta e tradutora libanesa-palestiniana, considerada como uma feminista precoce da Palestina e uma pioneira do feminismo oriental.
      Ziade nasceu em Nazaré na Palestina Otomana, filha de um pai maronita libanês e uma mae palestiniana. Fez a escola primaria em Nazaré e aos 14 anos foi enviada para Aintoura para prosseguir os seus estudos secundários numa escola conventual francesa para raparigas. Durante este período ela teve aulas de literatura francesa e literatura romântica, o que lhe agradou particularmente. Frequentou varias escolas católico-romanas no Líbano e em 1904 regressou a Nazaré para estar com os seus pais. Publicou os seus primeiros artigos aos 16 anos. Em 1908 ela e a sua família emigraram para o Egipto onde o seu pai fundou o jornal "Al Mahroussah"para o qual Ziade escreveu vários artigos. Devido ao seu interesse por línguas, era perfeitamente bilingue em árabe e francês, tendo ainda conhecimentos de inglês, italiano, alemão, espanhol, latim e grego moderno. Graduou-se em 1917.
       Ziade nunca se casou mas teve uma relação com um dos maiores nomes da literatura árabe do século XX. O poeta e escritor libanês-americano Khalil Gibran. Embora nunca se tenham conhecido pessoalmente pois ele vivia em Nova Iorque, mantiveram uma correspondência escrita que durou 19 anos até à morte dele em 1931. Entre 1928 e 1932, Ziade perdeu algumas pessoas próximas a começar pela morte dos seus pais, seus amigos e acima de tudo, Khalil Gibran. Por causa disso entrou numa depressão profunda e regressou a Nazaré onde os seus familiares internaram-na num hospital psiquiátrico para terem controlo do seu estado. Nawal El Saadawi escreveu que Ziade foi internada por expressar sentimentos feministas. Ela sentiu-se profundamente humilhada pela decisão da sua família. Um grupo de amigos, entre os quais Amin Al-Rihani, obtiveram mais tarde a sua libertação graças a uma campanha feita nos jornais libaneses. Deixou então  o hospital, depois de um boletim médico provar que ela estava num estado mental normal. Regressou então ao Cairo onde morreu. 
     Ziade era bem conhecida nos círculos literários árabes, recebendo muitos escritores e escritoras num salão literário que ela fundou em 1912. Entre os que frequentaram o salão contam-se Taha Hussein, Khalil Moutrane, Ahmed Lutfi el-Sayed, Abbas el-Akkad. Este salão teve de ser interrompido porque aparentemente, depois da morte dos pais e porque era solteira, nao lhe foi permitido continua-lo numa sociedade conservadora. 
     Ziade, apesar de nao ser uma reformadora social, participava no movimento de emancipação feminina. Para isto acontecer e na sua opinião era preciso acabar com a ignorância e tradições anacrónicas. Para ela, as mulheres eram um elemento básico de toda e qualquer sociedade humana e escreveu que uma mulher escravizada nao podia amamentar o seu filho com o seu próprio leite quando esse leite tinha um forte "odor" a servidão. Em 1921 organizou uma conferência intitulada "O Objectivo da Vida" onde pedia às mulheres árabes para procurarem a liberdade e abrirem-se ao ocidente sem esquecerem a sua identidade oriental. Além disto também fez frente contra as políticas coloniais europeias e a favor da liberdade de impressa. 


Fontes: Wikipédia (inglês)

25/09/2014

#Notinmyname - Muslims against ISIS.


      Ok, I'm agnostic and so I don't believe in any religion but I also believe that peace and understanding between communities, civilizations and peoples is a very important goal that each habitant on earth must have. Learn about different cultures is a important step to respect others, to known them better and to feel solidarity to those who are victims of wrong prejudgement and that's why I share this campaign which is an idea of a London-based group called Active Change Foundation. This social media campaign made by a group of young british muslims is a call of anger against ISIS and a reject of its ideology and what it represents. I think this is a great idea not only for the courage they had but also for remember the world that not all muslims are terrorists as unfortunately many people think more and more frequently, which is also a sign of raising xenophobia against them. I also like this campaign because shows that there are muslims concerned with human values and with the bad image, the world is having of them. In fact is understandable why there aren't more campaigns like this one in the muslim world, principally in muslim countries (don't forget this campaign is from british muslims). I think campaigns like this one help to improve the image of muslims in the world but also is a pacifist way to fight against the unreasonable extremist violence. Finally is also important to muslims, mainly to young generations, to not be influenced by radical teachings and learn to respect no-muslim people. I hope this campaign will be spread the most quickly possible.




21/09/2014

Marche pour le climat - Nantes

       En septembre il se tiendra un sommet a New York pour le climat avec les dirigeant(e)s de tout le monde. Pour appeler ces dirigeant(e)s a une action urgent a propos du changement climatique il c'est tenu dans ce weekend du 19 au 21 septembre une mobilisation mondiale avec beaucoup des marches dans plusieurs villes. A Nantes il a eu lieu aussi une marche et même que malheureusement j'y suis arrivé en retard, j'ai pus prend quand même quelques photos.
       Dans les derniers décennies le climat passe par grands changements qu'on rien de naturel et que demande que le monde se réveille avant qu'il ne soit trop tard. Les gens se commencent a préoccuper pour le future mais la conscience n'est pas encore celle qu'il faut et c'est pour ça que des initiatives comme celle-ci sont si importants.

Ici une pétition a propos de cet événement: Avaaz - Comptez sur moi pour sauver notre avenir







14/09/2014

Da comparação entre o nazismo e o fascismo religioso e da falta de resposta muçulmana ao radicalismo do EI.






       Para quem estudou historia a sério e nao revisionistas e outros inventores que teimam em baralhar os factos, sabe que o regime nazi foi a linha máxima do fascismo levado a um extremo de violência e intolerância perante o próximo. Nem antes nem depois houve um regime regido pela morte e pelo ódio duma forma tao ironicamente organizada como se a morte fosse o produto final de uma linha de montagem. No entanto e apesar da crueldade metódica estadual, o nazismo ainda possibilitava uma muito ténue esperança de salvação na escravatura. Nao uma possibilidade premeditada, é certo, porque muitos morriam sob horas extenuantes de trabalho forçado mas mesmo assim a única hipótese de escapar às câmaras de gás ou aos pelotões de fuzilamento. Por ser um regime apologista da violência, nao se podia esperar o humanismo na sua doutrina e por isso aqueles que escapavam à morte imediata e podiam assim acreditar num milagre, de certeza que se regozijavam por isso. Entretanto, o Estado nazi acabou derrotado por uma coligação de aliados que apesar de ideologias diferentes em alguns casos uniram-se para enfrentarem o inimigo comum. 
     O tempo passou e felizmente nunca mais voltou a existir um regime político com um tao alto grau de violência, apesar de a violência fazer parte de vários regimes desde essa altura até à actualidade. Mas o fascismo nao é so uma forma de poder político mas também uma doutrina. E é essa doutrina que encontramos agora no denominado "Estado Islâmico", com a diferença de neste caso ser de influência religiosa. Se antes era a suposta superioridade da raça ariana, o fundamento do regime nazi, agora é a superioridade ilusória do islamismo que justifica a violência do grupo que quer fundar um califado. Em ambos os casos, a nao aceitação da diferença, a guerra como meio único de fazer passar a palavra e um completo desprezo pela vida humana. A diferença é que com o EI (Estado Islâmico) chegou-se ao ponto mais alto do terror. Se nao te convertes, entao tens de morrer! Agora já  nao ha salvação possível. Nem sequer a hipótese da escravatura. O EI nao aceita o mais pequeno desvio da sua lei, tal como o nazismo, e por causa disso já muita gente pagou com a vida, o direito à mudança. Ele so existe como espaço físico de origem das atrocidades cometidas pelos seus membros e como forma de espalhar o terror, naquilo que os extremistas chamam de guerra santa. Ao totalitarismo político, segue agora o totalitarismo religioso e ambos seguem uma cegueira ideológica onde nao ha possibilidade de compromisso com o mundo exterior. O fim, justifica os meios, mesmo os mais terríveis. E por isso, também a ameaça de ambos, justifica a urgência em acabar com eles. Se a Europa e os seus aliados conseguiram-no em relação aos nazis, agora, o mesmo devia ser feito pelos países árabes e os seus aliados. De facto, nao deviam ser os EUA e seus aliados a tomar a iniciativa mas sim os países da região. Pelo menos, aqueles que tivesse mais possibilidade de o fazer, já que sao eles os mais ameaçados pelo perigo radical. E por isso nao se compreende certas atitudes e uma passividade muçulmana a propósito dos maiores inimigos desta religião. Atitudes como a de um ministro libanês que quer que uns jovens sejam julgados pela justiça por terem queimado a bandeira do EI, o que para ele constitui um sacrilégio por nela estar contida a profissão de fé do Islão. Ora, vamos ser sinceros e chamar as coisas pelos nomes, a bandeira representa um movimento terrorista e se esse ministro libanês é contra a sua destruição entao é porque considera a sua religião, uma religião terrorista. Esta atitude inconsequente que defende o indefensável so por causa de umas palavras também pode ser encontrada numa espécie de auto-censura imposta pelos próprios muçulmanos que parecem preferir a continuidade de uma imagem que so prejudica a sua fé e ao mesmo tempo de uma ameaça bem real para a região e para o mundo. Talvez dois factores justifiquem esta atitude. O primeiro tem a ver com o espaço geográfico. Os muçulmanos que vivem na zona do EI e países circundantes poderão ter receio de represálias o que é aceitável como justificação para se manterem calados. Mas isso nao justifica o silêncio de tantas comunidades muçulmanas no mundo. Verdade é que alguns lideres religiosos ja se puseram contra o EI mas onde estão as manifestações de rua para exigir o fim desse terror? Nao se vê e creio que isso se explica pelo segundo factor, a saber a influência da religião no poder e na sociedade. Ja tenho dito varias vezes que religião e política nao devem estar misturadas e enquanto isso continuar continuaremos a ver atitudes como a do ministro libanês, para quem uma bandeira radical manchada de sangue merece respeito. Ora esta visão teocentrica so traz prejuízo e enquanto houver políticos assim, enquanto houver Imas que ensinam o radicalismo, enquanto houver jovens que se deixem influenciar por uma visão enganadora e paradisíaca do extremismo religioso e enquanto houver esta negação da verdade por causa da religião, grupos como o EI continuarão a existir e a espalhar o terror! Incompreensível como a fé pode ser realmente cega!

10/09/2014

POPULISME, L'EUROPE EN DANGER - Arte 2014

          Le populisme, une des plus grandes menaces pour l'Europe et le chemin plus court pour la dictature sous une couverture de démocratie! 

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